O jovem de Kannonkosk, um pequeno lugar a 100 quilómetros de Jyvaskyla, com 1300 habitantes, onde ainda vivem a sua família e alguns amigos, vai desta forma prosseguir a carreira ao mais alto nível, e logo na equipa campeã: "Sempre que vou à Finlândia vou visitá-los. Eles sempre tentaram que o desporto automóvel por lá proliferasse através um clube local que organizava provas de autocross e de rallysprint. Acho que fui o primeiro verdadeiro piloto da vila". Olhando hoje para trás, Hirvonen considera que ter começado a fazer ralis com um carro de tração à frente "foi uma boa escola, mas sabia sempre que teria que experimentar outras coisas se quisesse progredir. Anteriormente já tinha competido com os Escort Mark I e Mark II em autocross e alguns Datsun em rallysprint, de tração traseira, e por isso, a seguir, passar para os tração à frente foi uma escolha acertada".
De 'besta' a bestial!
Mas o nome Mikko Hirvonen só salta verdadeiramente para a ribalta quando é contratado pela Subaru, a mesma marca que lhe permitiu efetuar a primeira prova de fogo como piloto profissional, mas também aquela que quase lhe roubava a hipótese de chegar onde chegou hoje. O que é que correu mal? "Não sei bem. Talvez fosse tudo demasiado grande e tivesse aparecido demasiado cedo. De repente, estava a competir com Petter Solberg, então Campeão do Mundo, e senti que estava sempre a ser comparado com ele, o que criava expectativas demasiado altas. De certo modo, a passagem pela Subaru foi um desastre, mas, por outro lado, sem a Subaru nunca teria chegado à Ford. Aprendi muito lá e mentalmente tornou-me muito mais forte", recorda. Mikko deve muito da sua carreira a Timo Jouhki. Foi este finlandês que, mais tarde, o voltou a pôr na rota das grandes equipas quando lhe arranjou um teste, onde conseguiu superiorizar-se a toda a concorrência. De repente, a sua carreira voltava a ter um ritmo alucinante. Foi convidado para fazer um rali em Itália, sempre por intermédio de Jouhki, "que também conseguiu com que o Jari Viita me emprestasse o seu carro". Sem saber muito bem como, em 2005, "de repente, tinha nas mãos um programa de seis ralis do Mundial, que culminou com um pódio na Catalunha e a oportunidade de ser piloto oficial da Ford". E, mesmo tendo como referência Marcus Gronholm, aí a mentalidade já era outra e por isso Hirvonen rapidamente percebeu que tinha mais a ganhar do que a perder ao ter um grande piloto na mesma equipa: "trabalhar com o Gronholm foi excelente, não tanto pelo que ele me ensinou, mas pela maneira como ele me foi útil. Se eu lhe perguntasse algo, ele respondia-me sempre. Tornou-me as coisas muito mais simples e só tive que ficar na sua sombra entre 2006 e 2007".
Latvala "estraga" título
Depois Gronholm retirou-se e Mikko deixou de ser uma sombra para passar a ser o centro das atenções da equipa Ford. Dessa altura, o piloto lembra-se que "senti muita pressão, mas o segundo lugar em Monte Carlo ajudou muito a ultrapassá-la. Depois a pressão passou para o lado do Jari-Matti, mesmo se confesso que fiquei nervoso quando ele ganhou a Suécia em 2008". Há dois anos, Hirvonen voltou a ser batido por Latvala, mas só na Sardenha, se bem que o facto teve consequências bem piores pois isso acabou por impossibilitá-lo de ser Campeão do Mundo: "naquela altura, as reais implicações dessa vitória nunca me passaram pela cabeça. Sempre detestei ordens e o Loeb estava 20 pontos à minha frente. Comecei o último dia a 9,9s do Jari-Matti e convencido que iria ganhar o rali, mas depois veio o pó e ele partia à minha frente e isso decidiu tudo. Mas os ralis são assim mesmo nem sempre podem correr bem!". Mas nem sempre podem correr mal, como ficou provado com a entrada com o pé direito na temporada de 2010, uma época que começou bem mas tornou-se um pequeno inferno, chegando-se a questionar a sua motivação. Este ano, venceu por duas vezes e lutou até à última prova com Loeb, mas a verdade é que as 'culpas' disso ter sucedido podem ser completamente assacadas à Citroen, que não geriu bem os seus dois pilotos internamente, e esta contratação de Hirvonen é claramente a sua resposta para por a 'casa em ordem'. Sébastien Loeb será o líder da equipa e Mikko Hirvonen vai ajudar a conquistar mais títulos, de pilotos e Marcas.





























































